Friday, January 23, 2009

Companheiros Terroristas - Parte 1

Quando acusei Lula de fazer propaganda da ignorância, no meu último artigo “A Política no Gueto”, alguns amigos e leitores me perguntaram se eu não havia ido longe demais em minhas críticas. Um analista de comércio exterior, escrevendo nesse espaço chegou até mesmo a me acusar de preconceito com os não estudados. Os leitores e amigos estão errados. O analista de comércio exterior está errado em dobro. Nunca se vai longe demais em se tratando de Lula, do seu governo e de seu partido. Na semana seguinte ele se saiu com o famoso discurso onde falava da “diarréia do mercado” e do “sífu”. Seria um ótimo tema para mais um artigo tratando de como ele vulgarizou nossa política rebaixando-a ao nível de sua moral.

Quando Lula chegou à presidência o maior perigo que via em sua pessoa era o risco de ele nos guiar, com as políticas econômicas desastrosas propostas pelo petismo, para o fundo do poço. A nomeação, no entanto, de Henrique Meirelles, para presidência do BC me fez inclusive ser simpático ao presidente no primeiro ano de mandato. É claro que eu estava enganado. Lula é pragmático e jamais brincaria com a economia. Foi em outros setores que o governo petista nos levou ao fundo do poço. O maior desastre esta na política externa revanchista e terceiro-mundista, contaminada pelos sentimentos mais regressivos que assolam a esquerda.
A política externa Brasileira deixou de ser aquela que tinha como referência o Barão do Rio Branco e passou a ser aquela que tem como referência Marco Aurélio Garcia, o bufo flagrado fazendo gestos de “top top” quando reveladas as causas do acidente do avião da TAM. Nossa política externa se atrelou aos desmandos do Foro de São Paulo, uma entidade internacionalista voltada a promover o crescimento político e cultural do comunismo na América Latina. É por isso que Lula passa a mão na cabeça de déspotas como Hugo Chávez, silencia diante dos afrontamentos de Evo Morales e Rafael Corrêa e se coaduna criminosamente com os milicianos narco-terroristas das FARC condenando o governo constitucional da Colômbia por se defender. É por isso que o governo Lula, para faturar em cima dos dólares da exploração de Petróleo no Sudão, silencia sobre o massacre de cristãos praticado no país, atualmente o maior genocídio em atividade no planeta com cerca de 300 mil mortos.

Há alguns dias o PT, em nota oficial, acusou Israel de praticar “terrorismo de estado”, por conta da ação militar na faixa de Gaza. Novamente o PT e o governo Lula não disseram uma vírgula sobre a ação dos terroristas do Hamas. Como no caso da Colômbia o Brasil condenou o país que se protege e acobertou os grupos terroristas, legitimando-os como partes do processo de entendimento.

No caso de Israel o fenômeno não envolve somente o governo brasileiro. Mundo afora se vê o Hamas como parte oficial do conflito e objetivam chegar à paz colocando as partes para conversar. Israel quer um estado Palestino e reconhece o direito que os palestinos têm de viverem nesse estado. Mas antes disso querem a segurança de seu povo. O Hamas, por outro lado, não reconhece Israel e tem como objetivo principal varrer o país do mapa, mesmo que usando a população palestina como gado no batedouro. Que tipo de negociação é essa se uma das partes prega o extermínio da outra?

Lula crê ser um protagonista do cenário internacional. Enviou para a região do conflito o atrapalhado ministro Celso Amorim com a missão de se encontrar com as partes envolvidas. O que será que ele falou com os palestinos? O que será que ele falou com os israelenses? Falou da nota do partido de seu superior acusando Israel de praticar terrorismo?

Novamente Celso Amorim não conseguiu nada, nem mesmo disfarçar a inocuidade presente em uma política externa não a serviço de um país, mas de uma ideologia.

Por Guilherme Macalossi
Publicado no jornal Informante em 23 de janeiro de 2009

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