Saturday, November 29, 2008

Aquecimento Global, Derretimento Cerebral – Parte II (final)

Na primeira parte desta série, coloquei a histeria do aquecimento global sob a ótica do contexto humano e das grandes "verdades universais". O Aquecimento Global, como disse anteriormente, esta para os tempos de hoje como estava o geocentrismo para Idade Média. Por causa disso, ouvi manifestações contrárias e favoráveis ao artigo. As contrárias me despertaram maior interesse. Elas eram praticamente todas iguais. Uma vez reveladas as mentiras convenientes criadas pelos propagadores da falácia do aquecimento global, restou, aos que ainda acreditam, reclamar que não ligo para a ecologia e meio ambiente. O uso de clichês é próprio a quem não tem argumentos. A frase que ouvi, mais de uma vez, era dita com certo ar inflamado: "Então podemos fazer tudo?". A reposta é simples. Não podemos.

Já afirmei que a Aquecimento Global não tem nada haver com poluição. A poluição é um problema que afeta sim a qualidade de vida dos seres humanos. Claro que as empresas, ou o ente público que poluem um rio, devem ser mais que punidos. Claro que as empresas que emitem gases poluentes precisam ser obrigadas a instalar em suas chaminés filtros para diminuição da emissão. Isso precisa ser feito, não por que enchentes inundarão cidades britânicas ou por que furacões arrasarão o sul dos EUA e sim por que é muito provável que as pessoas que vivem ao redor venham a ter problemas de saúde. Também não vamos jogar lixo dentro da lata do lixo por nos preocupar com a quantidade de tempo que aquilo levará para se decompor. Jogaremos no lixo, os que tem esse costume, por que gostamos de limpeza em nossas ruas.

Desastres naturais continuarão acontecendo, independente de diminuirmos ou aumentarmos a emissão de gases de efeito estufa. Essas medidas precisam ser tomadas por que no fim das contas elas afetam diretamente a vida de pessoas. Água poluída é doença. Ar poluído é doença. Cidade suja é doeça. Não precisamos exercitar falsos atos humanistas para praticar o bem. Não precisamos ser megalômanos a ponto de tentar salvar o mundo. O mundo estaria melhor se não tivessem tantas pessoas tentando salva-lo.

O IPCC, órgão político, e não cientifico da ONU, quer o contrário. Quer que todo mundo pratique um pouco de megalomania. Existe até mesmo aquele bordão grudento: "Cada um faz a sua parte", incentivando todos a poupar de todas as maneiras possíveis. A paranóia é tão grande que agora qualquer coisa é motivo para salvar o mundo. Um exemplo? Tempos atrás o portal do site Terra publicou em sua capa "dicas para prática ambientalmente correta do sexo". As últimas formas de poluição criadas pelo ser humano foram as notícias e dicas para salvar o planeta. Elas sujam as páginas dos jornais, os informes da rádio e as imagens da TV. Estão por todos os lados. São mais freqüentes que as chamadas das Casas Bahia. São mais disseminadas que as músicas do cantor Latino.

O engodo do IPCC ajudou a formular o Protocolo de Kyoto. Uma leviana obra de arte da mentira. O protocolo de Kyoto não serve para melhorar a saúde do mundo, serve para dinamitar a economia mundial e condenar os países em desenvolvimento a não se desenvolver. O protocolo, tão divulgado na mídia quer que a emissão de gases de efeito da estufa, produzidos pelo ser humano sejam reduzidos em 5%. Para a economia é um golpe brutal. Principalmente para os americanos, que são os maiores consumidores e produtores do mundo. Se 25% dos bens e serviços do mundo são consumidos pelos americanos, uma redução tão grande para a economia é o mesmo que jogar o planeta inteiro em uma crise econômica. Como se desenvolver sem crescimento econômico? Sem produtores e consumidores?

É sabido que as novas fontes de energia são caras demais para serem implantadas nos paises mais pobres. Não há dinheiro para serem mantidas. Além disso, o protocolo não surtiria efeito nem mesmo na temperatura global, visto que 5% da produção mundial de gases de efeito estufa, representam míseros 0.3% da quantidade total de gases de efeito estufa que são gerados naturalmente no planeta. Os fluxos naturais da produção de carbono são na ordem de 200 bilhões de toneladas por ano, incluindo ai o que sai dos mares, vulcões, animais e vegetação. Esses números são apenas estimativas o que nos leva a conclusão de se estivermos errados dentro de uma margem de erro de 10%, teremos errado a conta em 20 bilhões de toneladas anuais produzidas pela natureza, o que já é 3 vezes a produção humana. A contribuição humana é insignificante no contexto geral.

Não adianta desligar o freezer ou andar de bicicleta para não sujar o meio ambiente com seu carro consumidor de combustíveis fósseis. Você eu e nem todas as pessoas juntas no mundo conseguiremos evitar os furacões, ciclones e tempestades que ocorrem. O que podemos evitar é que a conta de luz venha mais cara no fim do mês, ou até mesmo diminuir o tamanho do congestionamento do transito da cidade. Acreditem amigos, nenhum de nós pode salvar o mundo. Podemos apenas salvar nossos bolsos.

Artigo publicado no jornal Informante em 05 de junho de 2008

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