Saturday, November 29, 2008

Aquecimento Global, Derretimento Cerebral – Parte I

De uns anos para cá a ideologização do debate ecológico e de preservação ambiental tomou proporções ainda maiores. A nova esquerda viu que o debate ambiental pode render louros políticos para sua causa. O aquecimento global tornou-se a ponta de lança do discurso. Assim, o ser humano, a industrialização e principalmente o capitalismo tornaram-se os grandes culpados pelos desastres naturais que estão acontecendo pelo globo.

Criou-se uma espécie de unanimidade mundial em torno do discurso de que somos os culpados pela situação. Unanimidade aprofundada com o lançamento do filme "Uma Verdade Inconveniente" do político e ambientalista de horas vagas, Al Gore. Já diria Millôr Fernandes que "Toda unanimidade é burra". Não é um caso diferente. Uma das últimas grandes unanimidades mundiais foi o geocentrismo. Não havia muita ciência para se defender aquela teoria. Era uma mistura de fé e emoção.

Bastante disseminada entre a população, tornou-se verdade universal. Um dos primeiros a se posicionar contra o geocentrismo foi Nicolau Copérnico cujo livro "De revolutionibus orbium coelestium" (Das revolucões das esferas celestes) acabou condenado pela Inquisição e colado no "Index librorum prohibitorum" (Índice de Livros Proibidos). A parti dali Copérnico não pôde mais se referir ao heliocentrismo como realidade, apenas como hipótese. Depois de Copérnico veio Galileu Galilei, que aprofundou os debates sobre o heliocentrismo e foi condenado pela Santa Inquisição a negar todas suas descobertas, sob pena de ser queimado na foqueira.

De lá pra cá o mundo não mudou tanto. O IPCC da ONU tornou-se a nova Santa Inquisição. Todos aqueles que confrontam sua ciência de fé no Aquecimento Global Antropogênico são condenados a foqueira. Como hereges são ignorados e tratados como loucos. Se o IPCC da ONU é nova Santa Inquisição, Al Gore é o novo Roberto Bellarmino. Se os hereges antigos acreditavam que A Terra dava voltas em torno do Sol, o herege novo vê com desconfiança toda a histeria midiática criada em torno do Aquecimento Global.

Assim como a religião antiga a "ciência", cada vez menos científica, do século 21 prega que o fim do mundo esta próximo. Para tanto utilizam-se dos documentos maquiados produzidos pelo IPCC da ONU. Os documentos do IPCC pouco tem de científicos. Para conceituar os motivos do aquecimento global utilizam-se de palavras pouco firmes como "Very likely" ou, traduzido para o português, "muito provável", que seja causado pelos gases de efeito estufa.

O que o IPCC não lembra de colocar em seus documentos é que um Aquecimento Global tão forte quanto o atual já foi verificado antes de 1946, quando a atividade industrial não era tão forte quanto hoje. Naquela época o ser humano produzia 6% do CO2 que produz hoje. Logo depois da Segunda Guerra, quando a produção industrial teve um crescimento substancial, o que se mostrou nos gráficos meteorológicos foi um resfriamento do planeta. Ora, se o Aquecimento Global é causado pela emissão de CO2 pelo homem, como se explicar que os Aquecimentos Globais anteriores foram tão ou mais fortes que o atual e sem interferência humana?

O ciclo de aquecimento global que terminou em 1946 aconteceu pelo aumento da atividade solar e diminuição do albedo planetário pela diminuição da atividade vulcânica no planeta. Atualmente a atividade vulcânica no globo é tão pequena como em 1946 e a atividade solar é muito maior. E é acompanhado por períodos de maior e menor atividade solar e vulcânica que o planeta aquece e esfria naturalmente a bilhões de anos.

A histeria do aquecimento global jogou no lixo a ciência séria e ambientalismo verdadeiro. Confunde-se preservação ambiental, necessária para todos os humanos, com tentativas histrionicas de controlar o destino do clima da Terra com protocolos absurdos e anti-produtivos como o de Kyoto. Preservação e histeria são coisas completamente distintas. Elas só se unem nas cabeças de pessoas que não estão a serviço de uma verdadeira causa ambiental e científica e sim de uma causa unicamente política. Nesse caso, a burrice global tem se mostrado um problema muito mais devastador que o aquecimento. São temas para a segunda parte desta série.

Artigo publicado no jornal Informante em 15 de maio de 2008

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